sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Fonte Histórica

O estudo do passado não pode ser feito directamente, mas de forma mediada através dos vestígios da actividade humana, a que é dado o nome genérico de fontes históricas. Embora com ligeiras cambiantes no significado, também se utilizam termos como documentos, testemunhos, vestígios ou monumentos. As fontes podem ser classificadas segundo vários pontos de vista, mas vamos aqui referir apenas as fontes materiais, as escritas, as iconográficas e as orais. As fontes materiais ou documentos figurados, constituem os vestígios materiais da actividade humana e que incluem as fontes arqueológicas em geral, os instrumentos de trabalho, os monumentos, as moedas, entre muitas outras. Algumas ciências auxiliares da história são dedicadas a este tipo de fontes, como a Arqueologia, a Numismática e a Sigilografia.

No campo da História da Farmácia, estas fontes são muito importantes e incluem aquelas (almofarizes, potes de outros artefactos de farmácia) a cuja conservação se dedicam os museus de farmácia. As fontes escritas são geralmente as de utilização mais geral e distinguem-se entre si pelo suporte e técnica utilizados na escrita. No estudo das épocas Moderna e Contemporânea, as fontes escritas utilizadas são normalmente classificadas em manuscritas (uma carta de boticário, uma receita) e impressas (uma farmacopeia, um periódico farmacêutico). Das fontes escritas se ocupam ciências auxiliares como a Paleografia, a Filologia, a Epigrafia, a Papirologia, a Diplomática. As fontes iconográficas são as que representam imagens (uma gravura, uma fotografia, um filme). As fontes orais incluem toda a informação e tradição que é conservada na memória dos indivíduos e transmitida oralmente de uns para outros. Estas fontes são particularmente importantes no estudo da história dos povos primitivos.

Sincronia

A visão sincrónica ou perspectiva sincrónica da Linguística visa a estabelecer os princípios fundamentais pertencentes a um determinado estado de língua. Quando se fala em estado de língua é necessário considerar uma época, a qual é delimitada por acontecimentos repentinos que ocasionam modificações no estado de língua em questão.

O estudo sincrónico enfoca o sistema linguístico em funcionamento num determinado momento, sem a perspectiva histórica.

Em Tecnologia da Informação, o sincronismo se refere à técnica que cria em um determinado local o exacto conteúdo de outro, da maneira mais eficiente: só copiando o que foi modificado.

Diacrónia

Diacronia ou linguística diacrónica é a descrição de uma língua ao longo de sua história, com as mudanças que sofreu. Estuda as relações entre termos que se substituem, por sucessão, ao longo do tempo.

A diacronia refere-se, portanto, à evolução da língua - à diferença da sincronia, que é o estudo das relações entre termos coexistentes de um estado de língua. Segundo Ferdinand de Saussure "é sincrônico tudo quanto se relacione com o aspecto estático da nossa ciência; é diacrônico tudo que diz respeito às. evoluções

Nova História

Nova história é corrente historiográfica surgida nos anos 1970 e correspondente à terceira geração da chamada Escola dos Annales. O seu nome derivou da publicação da obra "Fazer a História", em três volumes, organizada pelos historiógrafos Jacques Le Goff e Pierre Nora, seus principais expoentes na França.

A nova história é sobretudo a história das mentalidades: trata-se de estabelecer uma história serial das formas de representação colectivas e das estruturas mentais das sociedades, cabendo à ao historiador a análise e interpretação racional dos dados. São analisados globalmente os fenómenos de longa duração, os grandes conjuntos coerentes na sua organização social e económica e articulados por um sistema de representações homogéneo. A nova história também recorre à antropologia histórica. Por sua definição abrangente do objecto da História, essa corrente também foi designada "História total", em contraste com as abordagens que privilegiam a política ou a "teoria do grande homem" de Carlyle e outros.

A nova história rejeita a composição da História como narrativa, valoriza os documentos oficiais como fonte básica e considera as motivações e intenções individuais como elementos explicativos para os eventos históricos, mantendo a velha crença na objectividade.

Ciências Sociais

Ciências sociais é um ramo da ciência que estuda os aspectos sociais do mundo humano, ou seja, a vida social de indivíduos e grupos humanos. Isso inclui Antropologia, Estudos da comunicação, Economia, Administração, Arqueologia, Contabilidade, Geografia humana, História, Linguística, Ciência política, Estatística, Psicologia social, Direito e Sociologia.

10º Ano

terça-feira, 7 de junho de 2011

Entrevista 25 de Abril

Alimentação – Qual era a base da alimentação? Em minha casa nao se passava fome , mas via se muita gente sem comida ou com muito pouca comida e não havia a fartura e o desperdício que há hoje em dia. -Onde eram feitas as compras? Tinha se agricultura e os campos. Algumas pessoas mais ricas iam a um "sotão" (especie de supermecado mais pequeno) mas com pouca variadade. -Preços? Era tudo muito caro.

Moda – Onde se comprava a roupa? fazia se a roupa , se compra -se mos roupa era raramente. mas não haviam lojas nem shoppings.- Quanto durava um casaco?Durava muito, ate se estragar completamente E um par de sapatos? Igual. - Quem ditava a moda? ninguem. cada um vestia o que tinha. nao havia modas.

Namoros – Como se namorava? á janela , ou entao nao se namorava, os pais nao deixavam.- Diferenças entre a vida dos rapazes e raparigas? havia muitas, alias nem podiamos andar juntos. Cada um em cada recreio.

Saúde – Onde se ia quando se ficava doente? - Vacinas? Nao havia , e as que havia eram caras e escassas - Mais ou menos doenças? havia algumas e nao tinham cura , a medicina nao tinha evoluido ainda.

Escola – Como era a escola? Era dividida por sexos. - Como eram os professores? Eram rigorosos Como castigavam? Réguadas. - O que era preciso para passar de ano? Na minha altura faziam se exames para passar de ano. - Quem seguia os estudos? Eram mais os rapazes mas na minha altura ja nao havia tantas diferenças.- Eram da Mocidade portuguesa?Nao Como era?

Tempos livres – Tinham férias? Algumas. Onde iam de férias? Para o campo, ou entao em casa a limpar.- Tinham fins-de-semana? Sim -O que costumavam fazer? Brincar as vezes , estudar e ajudar os pais.- Quais eram os divertimentos? Brincar com bonecos feitos por nós.

Transportes – Como iam para o emprego? nessa altura eu ainda estudava , quando comecei a trabalhar ja era depois do 25 de abril -Como eram os transportes?

Emprego – Tinham subsídios? -Tinham assistência? -Com que idade começaram a trabalhar? -Alguém emigrou? Para onde e porquê?

Guerra – Alguém foi à Guerra? Nao tenho grandes recordaçoes. Que me lembre nao.Comunicação social – Como sabiam o que se passava no país e no mundo? Pela rádio - Notavam que havia censura? Sim havia.25 de Abril de 1974 -Como foi viver o 25 de Abril de 1974? Ainda bem que aconteceu!-Como sentiram o dia 25 de abril? Liberdade , finalmente. -O que mudou? Passou haver mais liberdade, mudou muita coisa.


NOME DO ENTREVISTADo- Paula Canteiro DATA DE NASCIMENTO - Agosto de 1960